Curiosidades » La Fontaine

Christiane A. Angelotti

O autor Jean de La Fontaine nasceu em Château-Thierry, cidade francesa, na região de Champagne, no dia 13 de julho de 1621 e morreu em Paris no dia 13 de abril de 1695.
La Fontaine pertencia a uma família tradicional na sua cidade.
Chegou a completar o curso de Direito, mas desistiu da carreira pois descobriu que não era a sua vocação.
Em 1641, entrou para o seminário, pouco mais de um ano depois abandonou o mesmo pois perdeu o interesse pela carreira religiosa.
Aos 26 anos, La Fontaine casou-se, a união durou 11 anos. Após a separação, La Fontaine foi para Paris onde iniciou sua carreira literária.
Inicialmente escrevia poemas. Sua primeira obra de destaque foi um livro chamado “Contos” em 1665. Nessa mesma época fez parte de um grupo conhecido como “O Quarteto da Rue du Vieux Colombier", do qual faziam parte La Fontaine, Racine, Boileau e Molière.
No período de 1664 a 1674, La Fontaine escreveu quase todos os seus contos e fábulas. Também nessa época publicou o romance Psiquê", o poema "Saint-Malo", a comédia mitológica "Climene", e ainda sonetos, baladas, odes e traduções de versos latinos.
Nas suas fábulas, La Fontaine contava histórias de animais com característica bem humanas, com suas virtudes e defeitos. Assim ele fazia sua crítica usando recursos como a sutileza, a ironia e astúcia e ainda propunha reflexões.
Em 1684, foi nomeado para a Academia Francesa de Letras. Em comemoração ao seu ingresso na Academia, La Fontaine apresentou aos amigos o primeiro de seus "Discursos a Madame de La Sablière", obra onde fez uma profunda auto-análise.
Doze anos depois, já bastante doente, decidiu aproximar-se novamente da religião, chegou a pensar em escrever uma obra sobre a fé mas não chegou a escrever.
Sua grande obra, “Fábulas”, foi escrita em três partes, no período de 1668 a 1694. Seguiu o estilo do autor grego Esopo, no qual se inspirava na vaidade, estupidez e agressividade humanas, disfarçando estas mesmas características para os animais.
La Fontaine baseou-se e adaptou diversas fábulas do Esopo, fazendo-as assim serem conhecidas no mundo ocidental.
Na introdução da sua primeira edição do livro “Fábulas”, La Fontaine escreve: "Sirvo-me de animais para instruir os homens. Procuro tornar o vício ridículo por não poder atacá-lo com braço de Hércules. Algumas vezes oponho, através de uma dupla imagem, o vício à virtude, a tolice ao bom senso... Uma moral nua provoca o tédio. O conto faz passar o preceito com ele; nessa espécie de fingimento, é preciso instruir e agradar, pois contar por contar me parece de pouca monta."

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La Fontaine.

Fonte
http://www.jlf.com
Ciência Hoje

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