UNICEF

Para proteger a garantia de direitos básicos das crianças de 0 a 6 anos de idade, a participação da família é imprescindível. Está na lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente diz que a família, com o apoio da comunidade e do governo, deve criar, educar, proteger as crianças e garantir o seu desenvolvimento.

Antes do nascimento
Desde o momento em que o bebê se forma na barriga da mãe, a família deve cuidar para que ambos tenham acesso aos serviços de saúde e, no mínimo, às seis consultas gratuitas do exame pré-natal. A saúde da mulher grávida no trabalho e uma alimentação nutritiva também são importantes. A mãe deve ter acesso a algumas vacinas e a todas as informações sobre amamentação e parto. Seguindo todas essas instruções, a mulher corre menos risco de morrer devido às complicações do parto e a criança vem ao mundo com saúde.

Os primeiros meses
Quando a criança nasce, é muito importante fazer o registro civil. Ter uma certidão de nascimento é garantia de cidadania e acesso aos serviços básicos de educação e saúde no futuro. Nos primeiros meses de vida, a família tem que ajudar a criar o bebê. Nessa etapa, cuidar da saúde é muito importante, porque é nesta fase que os bebês correm maior risco de adoecer e morrer. As vacinas protegem os bebês das doenças graves e o leite materno é o alimento mais completo, com todas as vitaminas necessárias. Até os seis meses de idade, ele deve ser dado exclusivamente, a não ser que um médico dê orientações contrárias.
As consultas médicas no primeiro ano de vida devem ser feitas mensalmente. Conversar, brincar com o bebê ajudam o desenvolvimento das crianças.. É assim que elas aprendem a se comunicar e a descobrir o mundo. Mesmo antes de aprender a falar, a criança aprende a se comunicar com gestos e caretas. A família deve ficar atenta às vacinas. O cartão de vacinação deve ser preenchido rigorosamente e alimentação, depois dos sete meses, deve conter pouco sal e açúcar. Dê preferência aos alimentos naturais, como sopas e papas feitas em casa.

Os primeiros anos
Brincar é a principal atividade das crianças. Elas precisam conhecer, tocar, mexer, cantar, dançar, ouvir histórias, para se desenvolverem bem nessa fase de aprendizado acelerado. É importante se relacionar com adultos e com outras crianças. Nessa fase de descobertas, proteja suas crianças de acidentes.
Ao completar um aninho, é hora de começar, aos poucos, incentivar o abandono da fralda. Ensinar os limites do sim e não também começa nessa idade. Os limites devem ser ensinados pela família com firmeza, mas sem violência. A violência é crime mesmo quando os adultos têm a intenção de educar a criança. A criança precisa de seis refeições por dia. Todo ser humano tem direito a uma alimentação saudável.
As famílias devem educar seus filhos para a cidadania. Quando aprendem a respeitar as diferenças cedo, as crianças se tornam adultos conscientes. As famílias devem cobrar, de suas prefeituras, o direito à creche e a lugares limpos para que as crianças possam brincar. Um instrumento que ajuda a fazer cumprir as leis é o Conselho Tutelar. A família pode recorrer ao conselho sempre que os direitos das crianças forem desrespeitados.
A partir dos quatro anos, as crianças podem freqüentar a pré-escola. Isso ajuda e acelera o desenvolvimento durante a primeira infância. Nessa etapa, a família deve estimular a criatividade das crianças. Brincar de faz-de-conta é uma atividade importante. Os hábitos de higiene devem ser ensinados e exigidos. Todas as famílias têm direito a saneamento básico fundamental.

Fonte:
Coleção Família Brasileira Fortalecida, do UNICEF, estão integralmente disponíveis no site www.unicef.org.br



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